545. AMON AMARTH - BERSERKER

Sempre que escuto algo novo vindo do Amon Amarth, penso imediatamente como esse material funcionará ou funcionaria ao vivo. Depois de ver suas grandiosas apresentações a partir de gravações realizadas em grandes festivais, tive a maravilhosa oportunidade de vê-los pessoalmente, aqui mesmo na minha cidade (Fortaleza - CE) em um sensacional show da turnê do disco anterior, Jomsviking (2016). E apesar de ser uma apresentação absurdamente menor do que as dos vídeos, em um espaço de tamanho apenas razoável que não permite os costumeiros efeitos especiais - barcos vikings e fogo - utilizados pela banda em suas apresentações e que comportava um pequeno mas empolgadíssimo público que cantou junto todas as músicas do set, foi possível sentir e viver toda a vibração e energia do que significa o show desses vikings suecos. 
O décimo primeiro álbum do grupo, Berserker (2019), lançado internacionalmente pela Metal Blade Records e, no Brasil, pela Hellion Records, apresenta de cara um pequeno adendo a formação da banda que se encontrava desfalcada sem baterista fixo desde 2015, com a entrada do baterista Jocke Wallgren efetivado no lugar de Fredrik Andersson, dono das baquetas entre 1998 e 2015. Completando seu line up com os veteranos Johan Söderberg e Olavi Mikkonen (guitarras), Ted Lundström (baixo) e o vocalista Johan Hegg, o Amon Amarth conseguiu mais uma vez entregar um grande álbum de Death Metal Melódico para seus fãs, mantendo todos os elementos que os consagraram e o elevaram a esse status de referência dentro do estilo, como músicas pesadas e velozes, riffs monstruosos, vocais guturais insanos e refrões e solos absurdamente empolgantes. Ou seja, tudo feito com perfeição para funcionar ao vivo, em seus campos de batalhar preferidos. 
Continuando seu trabalho direcionado para a cultura nórdica, e tendo dessa vez como principal fonte de inspiração a imagem  do Berserker - temido e furioso guerreiro Viking que lutava protegido apenas por peles e acreditava-se entrar em tamanho estado de frenesi  durante as batalhas que armas não tinham efeitos contra eles - o Amon Amarth entrega um disco que aparentemente conta com bem mais variações instrumentais que seus antecessores, soando bem mais cadenciado e pesado, do que melódico e veloz. Para mim uma agradável surpresa já que, apesar de ter gostado do álbum antecessor, achei-o pouco inspirado e repetitivo em alguns momentos. 
Por ótimas e empolgantes faixas como Fafner's Gold, Crack the Sky, Mjölner, Hammer of Thor, Shield Wall, Ironside, The Berserker at Stamford BridgeSkoll and Hati e, sobretudo pelo frenesi de empolgação ocasionado pelo lançamento recente do disco mas, principalmente pelo anúncio oficial feito hoje pela banda da inclusão de Fortaleza em mais uma de suas turnês sulamericanas (01/03/2020 com o Powerwolf como convidado especial), credito a Berserker a posição de melhor disco do Amon Amarth desde o clássico Twilight Of The Thunder God (2008) ou seu sensacional sucessor, Surtur Rising (2011).
A imperdível versão do CD lançada aqui no Brasil pela Hellion Records apresenta: slipcase, encarte com texto informativo sobre a figura do Berserker e letras de todas as músicas e, um encarte extra contendo foto da banda. Recomendamos!

Tracklist
01. Fafner's Gold
02. Crack the Sky
03. Mjölner, Hammer of Thor
04. Shield Wall
05. Valkyria
06. Raven's Flight
07. Ironside
08. The Berserker at Stamford Bridge
09. When Once Again We Can Set Our Sails
10. Skoll and Hati
11. Wings of Eagles
12. Into the Dark

Mais Amon Amarth no Sonorizando:
Twilight Of Thunder God (2008)

Álbum Completo
Official Video - Crack The Sky

  Official Video - Raven's Flight 

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